sexta-feira, 27 de abril de 2018

Esclarecimento duplo homicídio

Polícia civil apresenta a imprensa resultado do esclarecimento de duplo homicídio ocorrido na zona rural de Rio Preto.
27-04-2018

No dia 9 de abril do corrente ano, policiais militares foram acionados via fone por uma testemunha que narrou, em síntese, que morava em uma fazenda às margens da Rodovia Délcio Custódio da Silva, Km 02, em Rio Preto; que escutou gritos vindos de uma casa vizinha, pertencente à mesma fazenda e que fica cerca de 100 metros da sua; que foi até o local e notou sinais de violência física contra duas moradoras do imóvel, mulheres de 59 e 56 anos de idade que eram cunhadas.
Entre os órgãos de segurança que estiveram no local, uma equipe de policiais da DIG foi até a cena do crime e começou a investigar os fatos. Apurou-se de imediato que havia sinais de lesão grave na cabeça de ambas as vítimas, provavelmente provocada por um objeto contundente (pau, porrete, ferramenta pesada). Notaram que a casa não estava revirada e aparentemente nada de valor econômico foi subtraído, indicativo de homicídio, não latrocínio. A funesta cena apresentava sangue pelo chão e entre as marcas os policiais notaram uma pegada. Calcularam que o pé que provocou a marca era do tamanho 42, certamente da pessoa que cometera o duplo homicídio. Já de imediato começaram a perguntar ao caseiro, ou seja, ao homem que acionou a polícia sobre os fatos e em que ele poderia auxiliar as investigações. Josimar Batista do Prado, de 29 anos, reafirmou que escutou gritos vindo do imóvel e que naquele momento ele era a única pessoa que estava naquela propriedade, além é claro, das próprias vítimas, pois o marido de uma delas e irmão da segunda, não estava no local. Isso já bastou aos investigadores a iniciar as primeiras desconfianças do caseiro ser o autor. Em seguida os policias pediram para ver seus pés e, embora não possuía marcas de sangue, o tamanho se assemelhava à pegada. O agora suspeito não tinha manchas de sangue pelo corpo e estava com uma camiseta cinza. Indagado se usou a mesma roupa o dia todo, informou que sim. A desconfiança aumentava à medida que avançava a entrevista dos policiais, pois ele informou que escutou gritos por volta das 15:00 e que primeiramente ligou ao seu patrão para narrar o ocorrido, não para a PM. O grau de desconfiança aumentou quando o conjunto fatídico observado apontou por uma demora de cerca de 2 horas para ele acionar o 190. Perguntado se poderia exibir o histórico de chamadas dele no celular, disse, evasivo, que tinha apagado. Embora as circunstâncias apontassem alguns indícios para o averiguado, a polícia precisava de elementos robustos de autoria contra o averiguado, que inicialmente negava participação nos fatos em apuração.
Assim, nos dias que se seguiram, as investigações foram avançando. A mulher do suspeito, que trabalha fora, foi ouvida e disse que o comportamento do marido era normal, que ele não fazia uso de drogas ilícitas, só fumava cigarros, nem era dado ao consumo de álcool. Esta última informação não tinha amparo na realidade. Através de investigações, colheita de provas e oitivas de testemunhas, a DIG tomou ciência que o suspeito era frequentador assíduo de um bar localizado num bairro próximo de sua casa, que bebericava algumas doses de bebida destilada. No fatídico dia, os policiais descobriram que o suspeito foi no período da manhã àquele estabelecimento e bebeu cerca de uma garrafa e meia de conhaque, o qual tem teor etílico elevado, e que saiu do bar por volta das 11:30. O estabelecimento possui circuito interno de segurança por câmeras, as quais a DIG coletou as imagens. Nelas, é possível ver o suspeito de fato bebendo bastante e trajando uma camiseta preta, ou seja, na cena vestia uma camiseta cinza e alegou que não trocou de roupas naquele dia, mentindo novamente.
Agora, com novas provas elencadas uma a uma durante o trabalho de campo, o Dr. André Balura que preside o inquérito e as investigações, representou à Justiça pela prisão temporária do suspeito, que acatou o pedido. A equipe foi até a casa dele, cumpriu buscas no imóvel e o conduziu preso. 

Quando formalmente questionado sobre os fatos e confrontado com as provas, as quais desmontaram suas mentiras, acabou confessando que no dia do ocorrido foi ao bar de manhã, como de costume e tomou grande quantidade de bebida, e que seu hábito não era de conhecimento do patrão tampouco da esposa. Complementou que após o consumo do conhaque retornou à fazenda, pegou uma barra de ferro e foi em direção à casa das vítimas. Disse que a partir daí tudo ficou turvo (sic) e que só lembra-se de ver as vítimas caídas e do sangue. Correu para sua casa e trocou suas roupas, pois estavam todas marcadas do sangue inocente que escorreu pela ação de suas mãos. Tratou de lavar as peças e sumir com indícios. Indagado do porquê de ter feito tamanha barbárie, limitou-se a dizer que não sabe o porquê. Não há motivação. O crime não tinha uma finalidade, um objeto, um desejo de vingança, segundo ele. Nenhum momento relatou contenda com as vítimas.
Diante do conjunto probatório, a Autoridade Policial indiciou o investigado pelos crimes de homicídio qualificado (duas vezes). O trabalho da polícia segue e o delegado tem 30 dias para concluir o inquérito.

A barra de ferro foi apreendida.


******Depois foi para sua casa, trocou-se, ficou cheirosinho, e acionou a PM. Mas como Deus é Pai, sua casa caiu, agora para mim, falta só ele contar a verdadeira historia, porque, ao que me parece, com perdão da fala da autoridade policial, ele não estaria falando a verdade. Poderia quem sabe ter tentado atacar as mulheres indefesas, sozinhas em casa. 
Não o estou acusando de nada, apenas dando minha opinião como qualquer cidadão, com a liberdade de expressão que tenho. Por que, o ônus da prova cabe a quem acusa, e que todo acusado é inocente até o transito em julgado (rsrs)
Então...

Por Dig Dise _divulgação.






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